Rio de Outubro


Salve blogaiada! Desculpe a ausência, mas também sou filho de Deus e resolvi aproveitar o feriado de 12 de Outubro pra relaxar no Rio. Levei na bagagem uma câmera e o clima de Curita.

Mas não dá nada, ótima chance pra aproveitar o que a cidade maravilhosa oferece pra quem não gosta de praia, como eu.
Pra começar, a quarta edição do Leblon Jazz Festival, que tem algum tipo de sintonia cósmica comigo. É a terceira vez que eu vou no evento por pura coincidência. Nunca me programei, simplesmente chego no Rio e descubro que o festival está rolando. E a cada edição fica melhor.

Um palco é montado no final da Dias Ferreira, no Leblon, onde a partir das 10 da manhã bandas se revezam tocando para uma pequena multidão que se algomera no meio da rua. Muita gente estilosa, famílias, locais, turistas, famosos e anônimos se misturam num clima informal e despretencioso. E tudo de graça. Admiro muito a postura da prefeitura do Rio em colocar lazer como uma prioridade. Bem diferente de Curitiba, onde qualquer manifestação de diversão é prontamente combatida pelas autoridades, que acham que lazer é passear de ônibus por um Real nos domingos.

Também na Dias Ferreira, o Esch Café é o último foco de resistência dos fumantes no Brasil. Lá se fuma, dentro do bar, em qualquer mesa e até nos banheiros. Não tem área de não fumantes. Como uma Cuba esfumaçada, ir no Esch é viajar no tempo. Retornar à uma época onde o mundo era civilizado e os direitos individuais respeitados.


Poder fumar enquanto toma um mojito no balcão dá uma grande nostalgia de um passado não tão remoto, antes da babaquice politicamente correta dominar o mundo. Fumantes passivos e ativos convivem em harmonia e mesmo depois de ter ido lá mais de vinte vezes, pasmem, continuo vivo!




Ironicamente, no dia seguinte caminhando do Leblon para o Arpoador, cruzamos com uma marcha de cabos eleitorais do Serra, mentor da perseguição aos fumantes no Brasil. Mas apesar da maior afinidade da quadrilha petista com a ilha de Fidel e dos Cohiba, de Cuba eu quero só os charutos, o resto eu deixo pro Zé Dirceu.

Pra encerrar uma rápida passada pelo centro. Labirinto caótico de ruas estreitas. Vários sebos, livrarias e turistas amontoados na Confeitaria Colombo como formigas, atraídas pelos quindins reluzentes. Vale a visita. E pra facilitar imprima a foto abaixo. Você vai precisar.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s